Quem sou?

Meu primeiro contato com a Deep Web deve ter sido por volta de dezembro de 2012, quando um amigo me contou sobre ela, como sendo algo que fugia à nossa compreensão. Me interessei, fiz algumas pesquisas e acabei desencorajado, afinal, o que não faltava eram sites dizendo que aquilo seria o inferno na terra.

Mais um tempo se passou, e resolvi tentar entrar novamente, dessa vez, um pouco mais decidido. Com algumas buscas, fiz o download do Tor e segui os passos para fazer as devidas configurações. Devo ter baixado mais uns 5 antivírus só por medo que minha máquina explodisse ao acessar o primeiro site. Procurei pelo link da Hidden Wiki, joguei no Tor e entrei. Logo que fiz isso, comecei a fantasiar sobre os nomes dos links, como se atrás de cada um deles pudessem ter as piores coisas possíveis. Sem sucesso, abri mais algumas páginas e fechei, meio na ideia de que eu havia feito algo de errado, como "tá, mas é só isso?". 

Uns 4 meses depois resolvi voltar, dessa vez com a intenção de ir o mais fundo que conseguisse, mesmo que isso significasse passar algumas horas navegando e mais alguns anos num psicólogo. Fiz isso, me borrei de medo algumas vezes, mas não vi nada que não quisesse ver, pelo contrário: fiquei impressionado com as possibilidades que aquilo poderia representar. Sempre que achava um link suspeito, simplesmente não abria e isso funcionava.

Foi aí que percebi que algo provavelmente estava errado. Que a Deep Web (pelo menos a que eu estava vendo), não era o demônio que todos diziam. Mas como isso era possível? Afinal, todos as pesquisas que fiz apontavam exatamente o oposto. Levou mais uns meses até a ficha finalmente cair, e mais um tempo para perceber o conhecimento que havia adquirido. Mais ainda para me dar conta de que apresentar essa outra realidade de uma forma diferente (que não havia sido feita até o momento), poderia representar um sucesso enorme.

Nisso, já tinha feito 2 canais no Youtube de gameplays, afinal isso sempre fora meu sonho, ambos não passaram de 200 inscritos - e o segundo era o Fábrica de Noobs. Postei meu primeiro vídeo sobre a Deep Web. Semanas depois, comecei a ver as views, likes e inscritos subirem, num ritmo que eu jamais poderia imaginar. Juntamente com isso vieram os haters, coisa que nunca me importei (mentira, importei sim, ainda importo).

​Chegamos aos 100 mil inscritos. Só tenho a agradecer a cada um de vocês que me ajudaram nessa conquista. Afinal, o canal é meu, mas a vontade de permanecer nele é sua.

Agora vem a parte que ninguém se importa: quem sou eu? 

Me chamo Natanael, tenho 17 anos... passo maior parte do meu dia estudando, preparando novos conteúdos para os vídeos, assistindo filmes ou jogando BF3 – desisti da comunidade do League Of Legends. Sou aficionado por ficção científica, especialmente os filmes de sci-fi horror no estilo de “Alien”.

Pretendo me formar em Engenharia da Computação e trabalhar com computação forense ou segurança. Apesar de um tanto utópico, estudar no ITA seria legal.

Sou liberal. Acredito que o conhecimento deve sempre ser livre e sem restrições, que todos temos o direito de se expressar, que o Estado deva interferir o menos possível na vida de cada um, e que toda liberdade deva ser irrestrita, com tanto que essa não interfira na liberdade alheia. Discordo de grupos que se aproveitam da ignorância e do medo para se promoverem.

Creio que sempre duvidar do que lhe é dito, exigir as devidas provas e analisá-las é fundamental para se estabelecer uma visão de mundo livre de preconceitos e dogmas moldados por outras pessoas – que provavelmente não têm a mínima ideia do porque os estão moldando.

Isso é o que sempre procuro mostrar nos vídeos. Não só espalhar o conhecimento, mas também mostrar como chegar nele por conta própria. Dar a ideia de que qualquer um pode encontrar suas próprias provas e usá-las para questionar o que lhe foi ensinado. Que não importa quem seja, qualquer um pode estar errado se seus argumentos forem contrários aos fatos. Fatos esses que são constatados desde de o surgimento da Ciência, e se algo contrariá-los, ou eles estão errados, ou a afirmação contrária está errada (mais provável).

Por isso, sinta-se livre para duvidar de tudo que lhe digo, faça seus próprios experimentos e deduza você mesmo. Seja livre. Quem decide nosso caminho somos nós mesmos. É nossa habilidade de escolher o que nos parece verdade que nos torna humanos. Não siga o meu, ou de mais ninguém.