Quem sou?

Você possivelmente já me conhece pelo texto de introdução, mas usarei esta página para detalhar um pouco mais sobre quem eu sou e porque faço esse trabalho.

Meu nome é Natanael, nasci em 1999 (faça as contas para saber minha idade, cansei de atualizar esse texto todo ano), e e atualmente estudo Engenharia da Computação na UFSCar – Universidade Federal de São Carlos, além de manter um canal no YouTube que leva o nome deste site, e alimentar alguns hobbies paralelos em meu tempo livre.

Acredito que o conhecimento e o rigor científico são fundamentais para uma compreensão clara da realidade, e vejo o livre acesso à informação de qualidade como peça chave para o progresso da humanidade.

Sou palmeirense, aficionado por qualquer coisa relacionada à The Walking Dead e Game of Thrones,sempre estou disposto para assistir qualquer – absolutamente qualquer – filme de ficção científica, ouço principalmente Country e Hard Rock, e demonstro interesse nas mais diversas áreas do conhecimento, como história, biologia, matemática, física, computação, e por que não alguma combinação dessas quatro?

Minha trajetória na computação e nos estudos

Meu primeiro contato com computadores provavelmente ocorreu por volta dos meus 3 ou 4 anos, talvez antes, quando tive meu primeiro computador com Windows 95 e uma memória RAM na casa dos megabytes. Explorar as funcionalidades do computador acabou se tornando meu passatempo favorito, e em pouco tempo já estava atormentando meus pais para poder “fuçar” no banco de dados Access que eles usavam para contabilidade, o qual eles acabaram por fazer uma cópia para eu brincar a vontade. 

Continuei como usuário mediano/avançado até por volta dos 11 anos, quando comecei a fazer jogos no 001 Game Creator, uma engine que ainda era gratuita para fazer seu próprio RPG com quase nenhum código. Nessa época, acabei por aprender o básico de programação procedural, uma vez que o programa usava diagramas de blocos para orientar as ações do jogo “sem códigos”. 

Meu interesse real por hacking e programação só foi surgir por volta dos 13 anos. Nessa época, aprendi a programar em Batch utilizando algumas apostilas que encontrei na internet e, posteriormente, avancei para Python, no qual me mantive no nível básico até a faculdade. Também li diversos livros a respeito de segurança da informação (os principais estão na seção “Hacking” deste site).

Evidentemente, assimilar todo o conhecimento estudado só foi possível com experimentação. Muita experimentação. No campo da programação, sempre procurei por criar programas que resolviam problemas cotidianos e que me despertavam curiosidade, como um cálculo do número de apostas necessárias em média para se ganhar na Mega Sena, um codificador e decodificador de criptografia RSA, um verificador do problema de Monty Hall, entre vários outros. No campo do hacking, comecei explorando vulnerabilidades já conhecidas em sistemas antigos, por meio da criação de máquinas virtuais com ambientes controlados e para exploração dessas vulnerabilidades de forma ética e legal. Creio que essa fase de experimentação é fundamental para dominar qualquer área do conhecimento.

Me mantive neste nível até ingressar no curso de Engenharia da Computação. É incrível a quantidade de informações que você têm acesso em um curso superior. Lá, aprendi a programar em C, C++ com orientação a objetos, estruturas de dados mais complexas em programação, eletrônica, além de toda uma bagagem auxiliar em Física e Matemática. E ainda estou aprendendo, afinal, o primeiro semestre de 2019 é apenas meu terceiro período.  Essa é a fase em que estou no momento, e pretendo atualizar este texto conforme novidades surgirem. 

Em termos de estudos, muitos me perguntam como faço para assimilar conhecimento com facilidade – pergunta que considero justificada, dadas minhas medalhas na OBMEP e aprovações nos vestibulares. Desde de criança, sempre fui interessado em Ciência – principalmente química e paleontologia – e meus pais sempre me estimularam nesse quesito. Então, creio que parte dessa facilidade vem daí: estimular um cérebro em desenvolvimento a pensar nunca fará mal. 

Desde os 13 anos, tenho procurado estudar conforme metas, e não conforme horários. Coloco um objetivo fixo e atingível para o dia atual (normalmente calculado em função de prazos e quantidade de itens pendentes) e o cumpro no tempo que precisar. Tendo cumprido o objetivo, tiro o resto do dia para relaxar. Isso tem funcionado relativamente bem, e encaro como uma forma de encontrar métodos mais eficientes de resolver problemas – afinal, quem não gosta de ter um tempo a mais para relaxar?

Minha trajetória na Internet

Minha trajetória na internet começa por volta dos 13 anos, com algumas tentativas que eu espero que você nunca descubra, dentre elas um site de downloads, um portal de notícias da minha cidade, um blog pessoal e um site de Rock N’ Roll. Nenhum deles foi pra frente, e hoje entendo os motivos.

Em 2013, fiz um canal de jogos no YouTube. Esse canal tinha um nome bastante vergonhoso e algumas gameplays, mas nunca passou dos 90 inscritos. Resolvi deletá-lo e fazer um novo, de nome “Fábrica de Noobs”. É o canal que vocês conhecem hoje ou, melhor, quase isso.

No começo, postei gameplays de jogos de terror, como Outlast e a saga Penumbra, gravadas em uma pegada de “terror comédia”, com direito a gritos e tudo mais. 

Nessa mesma época, comecei a acessar a Deep Web. Meu primeiro contato com a Deep Web deve ter sido por volta de dezembro de 2012, quando um amigo me contou sobre ela, como sendo algo que fugia à nossa compreensão. Me interessei, fiz algumas pesquisas e acabei desencorajado, afinal, o que não faltava eram sites dizendo que aquilo seria o inferno na terra.

Mais um tempo se passou, e resolvi tentar entrar novamente, dessa vez, um pouco mais decidido. Com algumas buscas, fiz o download do Tor e segui os passos para fazer as devidas configurações. Devo ter baixado mais uns 5 antivírus só por medo que minha máquina explodisse ao acessar o primeiro site. Procurei pelo link da Hidden Wiki, joguei no Tor e entrei. Logo que fiz isso, comecei a fantasiar sobre os nomes dos links, como se atrás de cada um deles pudessem ter as piores coisas possíveis. Sem sucesso, abri mais algumas páginas e fechei, meio na ideia de que eu havia feito algo de errado, como “tá, mas é só isso?”. 

Uns 4 meses depois resolvi voltar, dessa vez com a intenção de ir o mais fundo que conseguisse, mesmo que isso significasse passar algumas horas navegando e mais alguns anos num psicólogo. Fiz isso, me borrei de medo algumas vezes, vi algumas coisas ilegais, me horrorizei com outras, me maravilhei com possibilidades legais que a Deep Web proporcionava e, em última instância, percebi que havia algo errado. Que a Deep Web (pelo menos a que eu estava vendo), não era o demônio que todos diziam. 

Mas como isso era possível? Afinal, todos as pesquisas que fiz apontavam exatamente o oposto. Levou mais uns meses até a ficha finalmente cair, e mais um tempo para perceber o conhecimento que havia adquirido. Mais ainda para me dar conta de que apresentar essa outra realidade de uma forma diferente (que não havia sido feita até o momento), poderia representar um sucesso enorme.

Foi assim que gravei os primeiros “Navegando na Deep Web”, nos quais eu mostrava tudo o que poderia ser encontrado. Demorou alguma tentativa e erro para eu adequar os conteúdos aos padrões do YouTube, até meados de 2018, quando vi vários canais que faziam a mesma coisa que eu terem vídeos removidos. Foi assim que optei por remover esses vídeos de navegação na Deep Web do YouTube e enviá-los para esse site. 

Felizmente, eu já havia descoberto um outro tema de vídeo para ser produzido, o qual me atenho até hoje: a análise de narrativas, ou, como o público conhece, “Desmistificando”.

 Tudo começou com o Mr. Mix, um jogo de digitação que supostamente conteria imagens horríveis para quem chegasse em níveis humanamente inalcançáveis. Pois bem, eu decidi criar um robô para chegar nesses níveis e procurar por essas imagens. Não achei absolutamente nada e decidi documentar meus resultados em vídeo. Assim surgiu meu primeiro “Desmistificando”.

Gravei mais alguns vídeos na mesma pegada, analisando jogos e programas amaldiçoados. Depois, isso gradativamente evoluiu para outros temas mais distanciados da computação. Atualmente, praticamente qualquer tipo de narrativa (pseudociências, boatos, jogos amaldiçoados, teorias bizarras) pode ser submetida a análise, conforme detalhado na seção “Desmistificando” deste site.

E assim conseguimos 50, 100, 200 mil inscritos. E esse número só cresce. E tudo isso graças a vocês. Muito obrigado!